Se você concorda que comida é arte por favor continue lendo e depois compartilha suas idéias sobre o assunto lá embaixo, se não concorda, leia também e depois deixa sua opinião pra gente conversar.

Tive uma, aliás, duas experiências gastronômicas completamente diferentes no mesmo dia. Ambas maravilhosas nāo somente pelo que pude comer e beber, mas também por toda a atmosfera e histórias em torno de cada uma delas.

 

ALMOÇO: internacionalmente aclamado e condecorado com duas estrelas do guia Michelin, reservado há 2 meses, ambiente elegante, serviço luxuoso. O lugar era simples e lindo, o atendimento impecável e a comida… minha nossa A comida… QUE comida!! Cada uma das entradas, prato principal, sobremesa estavam simplesmente divinos! Todas as explicações do garçon ao exibir os belos pratos faziam todo sentido quando provávamos cada uma das iguarias que nos foram servidas. Realmente obras de arte em forma de comida. A arte e classe estavam não só na apresentação mas principalmente no sabor de cada ingrediente, na textura de cada pedacinho e na combinação de gostos que literalmente explodiam na boca. Depois de tanto assistir programas de competição culinária na TV e ver diferentes processos para criar coisas incríveis, entendo, dou valor e aprecio a dedicação, imaginação, paciência para criar esses pratos e os vejo sim como obras de arte. Absolutamente inesquecível!

 


JANTAR: 25 anos de tradição, chegamos e pegamos uma mesa as 8 da noite de uma sexta-feira, muito movimento e cada um era recebido com todo o carinho da dona do local . Absolutamente lotado. Atmosfera colorida e descolada… uma história de vida emocionante por trás daquela comida deliciosa, farta e divertida de ver e comer. A dona do local, refugiou-se da guerra que acontecia na época em seu país de origem nessa nova cidade, chegou a ter 4 empregos ao mesmo tempo, foi incentivada por clientes a abrir seu próprio restaurante… com todo esse esforço criou os dois filhos agora formados em universidades de alto calibre. Sua comida deliciosa, atenção e carinho com cada um dos clientes e com seus funcionários, o orgulho de representar tão bem a culinária de sua terra natal e o amor ao que faz é transportado da panela ao estômago.

Um último exemplo (não do mesmo dia) é este coquetel abaixo que experimentei com amigas queridas em um bar no estilo ‘SpeakEasy’. Esses bares eram situados em galpões no subsolo, que na época da segunda guerra mundial tinham de ser mantidos em segredo devido ao toque de recolher e que de lá se deveria sair ‘falando baixinho’ para que o segredo se mantivesse. História fascinante, lugar super lindo e que te transporta para os anos 40, te fazendo pensar nesse momento difícil da historia da humanidade e a importância de ter um local para divertir-se mesmo assim. O coquetel praticamente precisou de manual de instruções e teve que ser servido pela garçonete. Apesar de eu não ter achado o gosto lá essas coisas, o local, o ritual e a apresentação fizeram a festa. Tin-tin!

DIGESTIVO: não mencionei em momento algum qual culinária cada um desses locais se especializa em, nem onde ficam, tampouco quanto custaram cada uma dessas experiências. Não achei que seria necessário (feliz em compartilhar os links caso alguém se interesse), o que importa e o que quero abordar é a habilidade que todos temos se quisermos de enxergar nas experiências que vivemos mesmo em casa a arte da gastronomia. Essa que nos une em volta de uma mesa e nos proporciona momentos memoráveis. Fica aqui meu incentivo de aproveitarmos as oportunidades que a vida nos dá de estar com quem se ama, provar coisas novas (ou repetir coisas que se adora, ou lembrar alguma delícia de sua infância) e ver o mundo pela ótica da arte, criatividade e felicidade.

Como disse um senhor no sertão brasileiro há 30 anos atrás à minha mãe e ela repete sempre: ‘dona, dessa vida a gente só leva o que (é de se) VER e o que (é de se) COMER”. Santa sabedoria meu querido! DEGUSTEM!